COLÓQUIO

RELAÇÕES INTERNACIONAIS

E MARXISMO

30/11 a 02/12 de 2016

SOBRE O EVENTO

A construção de um campo marxista nas Relações Internacionais no Brasil coloca-se hoje como necessidade. Com o objetivo de supri-la, o Laboratório Interdisciplinar de Estudos em Relações Internacionais (LIERI), da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, e o Laboratório de Estudos sobre Hegemonia e Contra-hegemonia (LEHC), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, organizaram o colóquio “Relações Internacionais e Marxismo”.

NOSSOS CONVIDADOS

Virgínia Fontes

Historiadora com mestrado na UFF (1985) e doutorado em Filosofia – Université de Paris X, Nanterre (1992).

Sobre

Atua na Pós-Graduação em História da UFF, onde integra o NIEP- Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas sobre Marx e o marxismo, e na Escola Politécnica Joaquim Venâncio-Fiocruz.
Áreas de atuação: Teoria e Filosofia da História (marxismo, democracia, capitalismo), História do Brasil República e História Contemporânea. Autora de Reflexões Im-pertinentes (2005) e de inúmeros artigos em periódicos nacionais e internacionais.

Luís Fernandes

Doutor em Ciência Política e docente do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio.

Sobre

É formado em Relações Internacionais pela Universidade de Georgetown, Estados Unidos, e é Mestre e Doutor em Ciência Política pelo IUPERJ. Nos últimos doze anos, para além das suas funções acadêmicas, ocupou distintas funções de governo na área de Ciência, Tecnologia e Inovação. Foi Diretor Científico da FAPERJ de 1999 a 2002, Secretário Executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) de 2003 a 2007 e Presidente da FINEP de 2007 a 2012. É autor de diversos livros, trabalhos e artigos com foco nas transformações da ordem global e na economia política do desenvolvimento.

Leo Panitch

Professor de Ciência Política e Economia Política na York University. PhD pela London School of Economics.

 

Sobre

Desde 1985, ele serviu como co-editor do Socialist Register, que se descreve como “uma pesquisa anual de movimentos e ideias do ponto de vista da nova esquerda independente”. Panitch vê o Register como desempenhando um papel importante no desenvolvimento de estrutura conceitual do marxismo para fazer avançar uma cooperativa e igualitária, alternativa democrática, socialista à concorrência capitalista, a exploração e insegurança. Estudos com enfase na história do trabalho no Canadá e Gra-Bretanha, capitalismo global e socialismo.

Beverly Silver

Professora do departamento de Sociologia da Johns Hopkins University, PhD pelo SUNY Binghamton e diretora do Arrighi Center for Global Studies.

Sobre

Sua pesquisa é focada em problemas de desenvolvimento, trabalho, conflito social e guerra, usando comparativos e a teoria do sistema mundo como método de análise. Reformulando estas questões num quadro histórico e geográfica amplo e de longo prazo, seu trabalho provoca a padrões de recorrência, evolução e “verdadeira novidade” nos processos contemporâneos de globalização.

Paulo Visentini

Professor Titular de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Sobre

Pós-doutorado em Relações Internacionais pela London School of Economics (1997), Doutor em História Econômica pela Universidade de São Paulo (1993), Mestre em C. Política pela UFRGS (1983), Bacharel em História pela UFRGS (1980).
Professor Visitante no NUPRI/USP e Pesquisador no International Institute for Asian Studies e no Centro de Estudos Africanos (Leiden Univ, Holanda). Coordenador do Núcleo Brasileiro de Estratégia e Relações Internacionais/NERINT e Fundador do Centro Brasileiro de Estudos Africanos/CEBRAFRICA.

MEMÓRIA

Abertura

09:00h

Mesa de Abertura

by Leo Panitch • Beverly Silver • Luis Fernandes • Coordenador: Carlos Eduardo Martins

O Colóquio Relações Internacionais e Marxismo teve início com a mesa de abertura cujo tema foi “Marxismo como teoria e prática das Relações Internacionais”. A exposição tratou de explicar a relação, as contradições e as mudanças da teoria marxista aplicada às Relações Internacionais ao longo do tempo.
A professora de Relações Internacionais da UFRRJ e coordenadora do LIERI, Ana Garcia, deu início às atividades agradecendo a presença dos ouvintes e palestrantes e contemplou a luta dos alunos e professores da Rural e da UFRJ contra a PEC 55, que teve aprovação no primeiro turno de votação no Senado no dia anterior (29). A docente também destacou o caráter inédito do encontro, nunca realizado antes ao redor do mundo. “Que esse não seja só o primeiro encontro de Marxismo e Relações Internacionais, mas que seja um processo”, finalizou.
A mesa foi coordenada pelo professor Carlos Eduardo Martins, do Departamento de Ciência Política da UFRJ. O docente, que tem doutorado em Sociologia pela USP, iniciou sua fala reforçando a importância desse tipo de evento em um momento de avanço do fascismo, da perda de direitos que a população brasileira sofre e da crise do Estado do Rio de Janeiro. “Isso não nos abate, nos faz querer avançar numa perspectiva crítica e revolucionária de compreensão desta realidade”, afirmou. Carlos dedicou o encontro à memória de Vânia Bambirra (1940-2015), cientista política brasileira que foi uma das grandes intelectuais da Teoria Marxista da Dependência, e Fidel Castro, político e revolucionário cubano que morreu naquela semana.
“As relações internacionais e o marxismo são como óleo e água, eles não se misturam”: com essa metáfora o professor Leo Panitch, professor do departamento de Ciência Política da York University, em Toronto, no Canadá, iniciou sua fala. O canadense explicou a relação entre os dois assuntos por uma perspectiva histórica. Entre os pontos destacados, estavam as problemáticas da prática do marxismo nas Relações Internacionais, o movimento de multinacionais americanas, o entendimento das dinâmicas internas de mercado e o Imperialismo ao redor do mundo e ao longo dos anos. “Vimos uma mudança da política que se tornou de protesto. Há uma mudança que parte desses movimentos e adentra a política. Você tem que entrar no Estado para mudar o mundo e também por motivos de defesa”, concluiu o autor de obras como “The Making of Global Capitalism” (2012) e “Renewing Socialism” (2001).

Em seguida, a professora Beverly Silver apresentou a conjuntura atual por uma perspectiva histórica. Sob o título “The end of the long twentieth century (O fim do longo século XX)”, ela propôs pensar o capitalismo histórico como uma espiral e explicou questões que ajudam a entender as relações sociopolíticas, como a transição de hegemonia do Reino Unido para os Estados Unidos e diversas crises que assolaram o mundo no século passado. “Nós queremos compreender é que, se estivéssemos girando em espiral, deveríamos pensar não em retornar para o pós-guerra. Temos que pensar numa transformação fundamental para lidar com as coisas que foram causadas pela hegemonia americana, temos que entrar num modo transformador e não voltar a Estados keynesianos”, pontuou a docente. Beverly Silver leciona Sociologia na John Hopkins University, localizada em Baltimore, nos Estados Unidos. As duas palestras em inglês puderam ser acompanhadas com tradução simultânea.
A fala final ficou por conta de Luís Fernandes, professor do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio, graduado em Relações Internacionais pela Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, e Mestre e Doutor em Ciência Política pelo IUPERJ. Ele destacou pontos como a influência das reflexões filosóficas na reflexão marxista, a contribuição da teoria marxista para o pensamento de Max Weber, a fragmentação de perspectivas teóricas, além de destacar a acumulação primitiva, associada à PEC 55 pelo docente.
Antes de o microfone ser aberto à plateia, a reitora da UFRRJ, Ana Dantas, fez um discurso sobre a atual situação das universidades federais brasileiras, que tendem a enfrentar problemas financeiros ainda maiores com a implantação da PEC 55. Ela também parabenizou a iniciativa dos alunos da Rural e da UFRJ. A reitora estava acompanhada de Maria do Rosário Roxo, diretora do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) da UFRRJ.

09:30h

Colóquio 1A

by Caio Bugiato

A primeira mesa redonda do Colóquio Relações Internacionais e Marxismo trouxe a apresentação de uma série de pesquisas voltadas a conjuntura política e econômica da América do Sul. Os estudos foram idealizados por docentes de diversas universidades brasileiras. A mesa foi coordenada e mediada por Caio Bugiato, docente do Departamento de História e Relações Internacionais da UFRRJ e doutor em Ciência Política pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP.

O primeiro trabalho exposto foi o da professora de Relações Internacionais da Rural, Mayra Goulart, doutora em Ciência Política pelo IESP/UERJ. Com o título “Pós-fundacionalismo, populismo e luta-hegemônica: os limites da formulação agonística de Mouffe e Laclau”, a apresentação dedicou-se a introduzir a abordagem dos autores acerca dos processos de formação de identidades éticopolíticas. Em seguida, foi delineada uma hipótese a respeito de uma afinidade entre o agonismo e os movimentos contra-hegemônicos atuais, haja vista o desafio de superar o vazio deixado pela implosão das bases epistemológicas que fundamentavam a crença em um sujeito universal: o proletariado.
Em seguida, foi a vez do pesquisador Fábio Luis Barbosa dos Santos, doutor em História Econômica pela USP e docente do Departamento de Relações Internacionais da Unifesp. “A economia política da integração sul-americana” fala das relações de política externa e de integração econômica entre os países da América do Sul. Ele ainda dissertou sobre a importância de restabelecer a força da esquerda no Brasil. “Precisamos fazer uma diferenciação entre o PT e a esquerda. O partido foi importante, mas precisa ser superado. Ele perdeu sua razão de ser quando se converteu em braço esquerdo do partido da ordem “, disse Fábio.
A análise das relações entre os Estados Unidos e o Haiti entre 1986 e 2015 foram objeto de estudo de Fernando Romero Wimer, coordenador do Centro Interdisciplinar de Integração e Relações Internacionais da UNILA. Ele discorreu sobre a estreita vinculação das ações política e militar da potência norte-americana no país caribenho, em convergência com seus interesses econômicos e suas pretensões imperialistas. Romero, em seu livro, caracteriza a atualidade do fenômeno imperialista e demonstra que o capital imperialista acrescentou, nas últimas décadas, sua posição dominante na estrutura da agroindústria.
Encerrando as falas, o professor da UFABC, Igor Fuser, doutor em Ciência Política pela USP, tratou da desintegração regional sul-americana como um projeto da burguesia. “Não existe interesse das classes dominantes da América Latina e América do Sul em qualquer tipo de integração regional que não seja relacionada aos preceitos do imperialismo”, afirmou categoricamente.

 

14:00h

Colóquio 1B

by Muniz Ferreira

A segunda mesa redonda do dia continuou tratando dos tópicos das Relações Internacionais sob prisma marxista. Os temas foram focados em economia e globalização e mais uma vez, docentes de diversas universidades apresentaram suas teses e pesquisas. O debate foi coordenado pelo doutor em História Econômica pela USP e docente de História da UFRRJ, Muniz Ferreira.
O primeiro a falar foi o professor Marcio Rufino Silva, doutor em Geografia Humana pela USP e docente da UFRRJ, atuando nos cursos de Geografia, Hotelaria e Relações Internacionais. Seu trabalho, abordando a diplomacia e a hegemonia do dólar, trouxe à baila a temática da recuperação da política, com foco nas políticas econômicas dos Estados Unidos. O dólar e os armamentos, assegurando a perene “fuga para frente” das novas perspectivas da acumulação, constituem o cerne da crise, como determinação negativa do valor. A recuperação da política, para o professor expositor, muito mais do que o empréstimo de um “politicismo” no interior da teoria crítica do valor, constitui radicalmente o espectro da afirmação da especificidade histórica do modo de produção capitalista, conforme assegurado pela autora estadunidense Ellen Wood. A crítica radical do valor necessita considerar justamente a contradição posta entre o uso e a troca, no espectro da relação crítica entre a lógica e a história. Finalizando, apontou para a urgência da constituição de contra-estratégias à permanência dessa forma social, econômica e política fetichista, cada vez mais pautada no destrutivo par “moeda-armamentos”.
Em seguida, foi a vez da professora de Relações Internacionais da UFRRJ e doutora em Economia Política Internacional pela UFRJ, Débora Gaspar, que, em conjunto com a professora Ana Garcia, preparou um material didático sobre Economia e Política Internacional (EPI). Apesar do título, “Epistemologia nas EPI”, a intenção é trazer à tona uma discussão mais específica. Os três pontos chaves abordados são a não redução das EPI ao contexto dos anos 90, a discussão de ordem e estabilidade que as EPI criaram nas Relações Internacionais e a problematização na relação entre o Estado e a sociedade. O termo surge nos anos 70 e avança durante uma crise hegemônica dos Estados Unidos. É uma retomada de um pensamento que conecta economia e política e se consolida desde meados do século XIX. A professora também citou que a EPI, segundo autores, pode ser entendida como interações recíprocas e dinâmicas nas Relações Internacionais em busca de riqueza e poder.
“Poder e Dinheiro” foi a abordagem trazida pelo docente do Programa de PósGraduação em Economia Política Internacional (PEPI) da UFRJ, Maurício Metri. É um trabalho voltado para entender a importância e a influência da moeda na conjuntura econômica e como o Estado deve atuar na política monetária. O professor reiterou que a moeda internacional é sempre a da potência hegemônica e dissertou sobre a teoria cartalista da moeda: ela não sofre processo de adesão, é uma construção de poder, trata-se de uma imposição do Estado. Sobre o Colóquio, Maurício declarou que trata-se de um exercício interdisciplinar, pois esse tipo de reflexão sobre o tema “poder e moeda”, quando colocado em campos de diversas disciplinas, aproxima-se do campo das Relações Internacionais, por ter essa característica de interligar questões dentro da grade de um assunto.
A integração europeia foi o objeto de estudo de Luiz Felipe Osório, professor do Departamento de História e Relações Internacionais da UFRRJ e doutor em Economia Política Internacional pela UFRJ. Entre os pontos destacados, está a contradição entre desenvolvimento institucional e normativo, a teoria da socialdemocracia e o debate alemão do mercado mundial. Ele também frisou a importância de se situar a integração da União Europeia no tempo (pós-1945) e no espaço (espaço fordista no capitalismo). “União Europeia hoje está num horizonte de desilusões”, brincou o professor.
O docente da UFBA, Daniel Aragão, trouxe à tona “A Crítica à Governança Global com Base na Crítica Marxista à Concepção Jurídica do Mundo”. Em sua pesquisa, o professor busca observar temas recorrentes às organizações internacionais ou que tangenciam a problemática da governança global e entendê-los como parte de um processo de expansão da legalidade global. Esse processo, por sua vez, teria como fim a expansão mundial das forças capitalistas. Explorando a teoria de Marx sobre o direito, a pesquisa busca se aproximar da crítica acadêmica ao liberalismo e à globalização, além de se engajar com as lutas de movimentos sociais.
Encerrando a segunda mesa da tarde, a professora da UFRRJ e doutora em Educação pela Universidade Federal de São Carlos, Lúcia Aparecida Valadares Sartório, aborda a globalização e os princípios que balizam o ensino em seu trabalho. Ao estudar educação e ver esse processo de globalização, não percebe apenas uma consolidação das Relações Internacionais, mas das relações humanas.

16:00h

Colóquio 1C

by Mayra Goulart

O primeiro dia do Colóquio Relações Internacionais e Marxismo teve suas atividades encerradas com a terceira mesa redonda voltada para o tema “Tópicos das Relações Internacionais sob prisma marxista”. Coordenado pela professora Mayra Goulart, o debate contou mais uma vez com a exposição de trabalhos realizados por professores de diversas Universidades do país.
As falas da mesa foram iniciadas pelo docente e doutor em Planejamento Urbano e Regional pela UFRJ Pedro Claudio Cunca Bocayuva, que com o trabalho “Análise de situação e ciclos políticos globais: qual é a da revolução passiva em tempos de warfare global?” expôs uma análise de situação de englobamento e de conjuntura. Ele falou também sobre processos de dominação, pensou o ciclo brasileiro como Collor-FHC, Lula com o transformismo e a fase atual de neoliberalismo. Cunca ainda indagou se haveria um novo modo de governar o neoliberalismo.
As apresentações seguiram tratando da Geopolítica sob prisma marxista com o professor Carlos Serrano Ferreira, do Departamento de Ciência Política da UFRJ e doutorando em Ciências Sociais na especialidade de Ciência Política no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. O docente apresentou os limites atuais das diversas correntes geopolíticas, desde os clássicos até os mais contemporâneos, críticos, apontando que as mesmas podem ser classificadas como interpretações idealistas ou materialistas metafísicas. Por isso, enxerga uma necessidade para uma análise científica da geopolítica o diálogo com o materialismo dialético. Neste sentido, ele esboçou uma teoria geopolítica do marxismo a partir das análises fundacionais deste pensamento em Karl Marx e Friedrich Engels, como em sua obra “A Ideologia Alemã” e em “O Capital”, com a articulação entre história natural e natureza histórica. Entre as proposições, se encontra a da existência de uma geopolítica de longa duração, própria da natureza menos afetada pelo trabalho da sociedade humana, e geopolíticas próprias de cada sistema produtivo, como o capitalismo.

Em seguida, foi a vez de Marina Scotelaro apresentar seu trabalho intitulado “O espaço como fronteira: David Harvey e as Relações Internacionais”. Nessa tese, a professora da PUC-Minas, mestre em Política pela UFES, falou sobre a contribuição de Harvey para as EPI e as Relações Internacionais e o processo de despossessões, que Marx chama de acumulações primitivas.
As formas de violência e práticas de ordenação foram o objeto de estudo de Victor Coutinho Lage, docente e doutor em Relações Internacionais pela PUCRio. O trabalho “Forms of violence and ordering practices: pacification as a ‘civilizing mission’” disserta sobre como pensar a ideia de pacificação com a ascensão do militarismo urbano, do empreendedorismo e do estado penal. A partir de seu entendimento sobre política contemporânea, o autor também falou sobre como o projeto de pacificação pode ser entendido como uma missão civilizatória que entrelaça guerra, paz e economia política.

 

 

18:15h

Colóquio 2A

by Carlos Serrano

O segundo dia do Colóquio Relações Internacionais e Marxismo teve início com a mesa redonda que trouxe trabalhos acerca do tema “Análises marxistas da ordem mundial”. A coordenação ficou a serviço do professor da UFRJ Carlos Serrano Ferreira.
“Existiu uma reflexão sistemática sobre as Relações Internacionais na obra dos fundadores? Essa reflexão pode contribuir eficazmente para uma teorização marxista sobre as Relações Internacionais nos nossos dias?” Foi levantando essas provocações que o docente Muniz Ferreira, da UFRRJ, começou a apresentar sua tese “Revolução, Raison d’etat e Realpolitik: Marx e Engels como estudiosos das relações internacionais no século XIX”. Em relação à obra desses dois autores, os acadêmicos se dividiram em 3 vertentes: negacionista (autores que negam a existência de uma reflexão sobre as Relações Internacionais na obra de Marx e Engels); os que reconhecem a existência de uma reflexão sobre as questões internacionais, porém tendem a dissociar essa compreensão do Estado como protagonista das Relações Internacionais [da tradição marxista]; e os que não apenas reconhecem a existência da reflexão, mas a reivindicam . Em sua tese de doutorado, Muniz Ferreira tentou dar continuidade a esse levantamento sobre os autores e constatou que Engels desenvolveu seu legado como estudioso dos conflitos militares dos países europeus, como por exemplo a Guerra da Criméia, guerra de independência da Itália e as intervenções militares das potências europeias no mundo afro-asiático. O professor também comentou a necessidade de empreendimento de uma efetiva arqueologia teórico-conceitual do acervo bibliográfico de Marx dedicado aos problemas internacionais.
O segundo palestrante do dia foi Caio Bugiato, da UFRRJ, que apresentou o texto “Kautsky e Lenin: imperialismo, paz e guerra nas relações internacionais”; simples, porém necessário, segundo o professor, que resolveu escrever sobre o assunto graças às atuais teses sobre o suposto caráter imperialista da política externa brasileira. Seu intuito era, a partir do resgate dos clássicos, fazer os alunos entenderem o que é e o que não é imperialismo. Apesar de divergirem sobre a origem do imperialismo, Kautsky e Lenin concordam que o imperialismo leva à guerra. Mas para Kautsky, a guerra não é um problema em si, mas sim a aliança entre os Estados imperialistas (o ultraimperialismo) que se formaria após o confronto. Já para Lenin, a guerra é um problema, que faz perdurar a rivalidade entre potências capitalistas, a não ser que a revolução resolva esse problema. O professor finalizou questionando se não seria possível uma convivência dessas duas teorias na atualidade e sugeriu a abertura de uma agenda de pesquisa baseada nos clássicos do século 20, englobando também autores da modernidade, como David Harvey.
Em seguida, Miguel Borba de Sá, doutorando em Relações Internacionais pela PUC-Rio e membro do Lieri-UFRRJ, trouxe “A presença (oculta) do marxismo nas Relações Internacionais: Rosa Luxemburgo e o primeiro grande debate”. Para ele, a melhor tática a ser adotada para relacionar Relações Internacionais e Marxismo seria dialogar constantemente com autores e agendas familiares ao público de RI. Sua proposta de revisitar o chamado ‘primeiro debate’ é alterar sua estrutura por dentro, e não por fora, como num negacionismo às avessas. E, a partir da demonstração de conhecimento e domínio sobre os termos tradicionais da disciplina, mostrar que o marxismo se fez presente e é relevante em suas principais discussões. Para tanto, o professor propôs resgatar diversos escritos de Rosa Luxemburgo, filósofa economista e militante marxista, sobre a posição que os socialistas deveriam adotar quanto a questão do militarismo, do imperialismo e das guerras entre potências capitalistas.
O encerramento da mesa ficou por conta da professora da UFRRJ Ana Garcia e sua pesquisa “Hegemonia e Imperialismo: caracterizações de ordem mundial capitalista após a Segunda Guerra Mundial”. A pesquisadora abordou o uso dos conceitos de imperialismo e hegemonia nas diferentes teorias das Relações Internacionais. Enquanto o uso do conceito de imperialismo ficou restrito aos marxistas, o conceito de hegemonia foi amplamente usado pelas teorias realista e liberal. Para essas, hegemonia ganha um caráter benevolente, significando ordem, paz e estabilidade no sistema, assegurado pela potência hegemônica. Já a teoria crítica com base em Gramsci aponta para hegemonia como uma forma particular de dominação, onde as classes dominantes nos Estados dominantes exercem poder sobre classes e países subalternos com algum grau de concessão a esses, representando seus interesses particulares como universais. Sua base é a compreensão o Estado no seu sentido ampliado, como Estado e sociedade civil. Durante o período da “pax americana”, as organizações internacionais apoiaram a expansão da hegemonia estadunidense. Entre os marxistas, uma discussão central é a relação entre capitalismo e imperialismo. Autores atuais, como Panitch e Gindin, mas também Harvey, procuram se distanciar das teorias clássicas do imperialismo. Panitch e Gindin, além de Wood, tratam o período de dominação dos EUA como Império, no qual é fundamental entender a natureza e a função do Estado para garantir as condições institucionais, políticas e jurídicas para a acumulação de capital dentro e fora dos EUA. Sua fala foi encerrada com uma citação de Robert Cox: “Toda teoria é para alguém e para algum propósito”.

09:00h

Colóquio 2B

by Debora Gaspar

A segunda mesa redonda do segundo dia do Colóquio Relações Internacionais e Marxismo seguiu abordando as análises marxistas da ordem mundial. O debate que antecede o encerramento do evento foi coordenado pela professora da UFRRJ Débora Gaspar.
O professor de economia da UFRRJ Marcelo Fernandes deu início aos trabalhos com a abordagem da “Lei de tendência à queda da taxa de lucro e imperialismo”. O doutor em Economia pela UFRJ busca saber se existe uma relação do imperialismo com a lei de tendências e como Lenin pensa isso. Marcelo aborda o aumento da composição orgânica do capital e como o grosso dos fluxos brutos de capitais está entre os países desenvolvidos, a exemplo dos Estados Unidos.
As apresentações prosseguiram com o professor Leonardo Ramos, parte do corpo docente da PUC-Minas e doutor em Relações Internacionais pela PUCRio. Seu trabalho, “Hegemonia sob perspectiva Gramsciana”, evidencia questões relacionadas aos países emergentes. A ideia é pensar como, a partir desse primeiro momento de inspiração gramsciana, poderíamos desenvolver ideias para entender tal processo. Ele também propõe pensar a ideia de internacionalização do Estado e tece críticas às teorias convencionais.
O professor e doutor em História pela UFRGS, Mathias Luce, trouxe à tona o cientista brasileiro Ruy Mauro Marini, um dos elaboradores da Teoria da Dependência. “Teoria Marxista da Dependência/Ruy Mauro Marini como teórico das RI” pode ser entendida como a síntese mais fecunda na conjunção entre a teoria do valor e a teoria marxista do imperialismo. O docente afirmou que o ponto alto que seu trabalho oferece é a chave para compreender, estudar e utilizar a obra de Marini, que defendia que para pensar o poder nas Relações Internacionais, precisamos pensar o conceito de revolução industrial.
O professor Carlos Eduardo Martins, da UFRJ, apresentou sua pesquisa baseada no tema “Sistema-mundo e teoria da dependência: aproximações e convergências”. Ele mencionou que a teoria marxista da dependência deveria ser compreendida como a primeira etapa da construção da teoria marxista do sistema mundial. Assinalou as convergências e complementaridades entre estes doisenfoques: ambos partem da compreensão de que o capitalismo é um processo de acumulação mundial, monopólico, hierarquizado e desigual e, por isso, suas formas de manifestação diferenciam-se nas diversas formações sociais nacionais e regionais. Afirmou que para a construção de uma teoria da longa duração do capitalismo e de sua especificidade no século XXI devem-se combinar os aportes sobre ciclos e estrutura formulados pelas análises do sistema mundo e pelo marxismo, reelaborados pela teoria da dependência. Destacou que o moderno sistema mundial indica a estrutura geo-espacial do modo de produção capitalista e o sistema interestatal, a sua superestrutura politica ideológica. Apontou a necessidade de se incluir as grandes inflexões das forças produtivas (acumulação primitiva, revolução industrial e revolução científicotécnica) no tempo estrutural e de articulá-lo tanto aos conceitos de ciclos sistêmicos, desenvolvidos por Arrighi e Beverly Silver, quanto aos de ciclos de Kondratiev. Mencionou que este aporte metodológico evolucionário e cíclico é chave para entender as grandes contradições do capitalismo contemporâneo. Este se encontra sob profunda crise civilizatória, relacionada a sua incapacidade de absorver plenamente a revolução científico-técnica, e em transição para o caos sistêmico que deverá opor fascismo e socialismo nos próximos 30 anos para decidir quais as novas formas de organização do mundo no século XXI.
Encerrando a última mesa redonda do Colóquio, “Marx e Marxismo nas RI: Evolução ou Assimilação? Desafios Atuais” foi a pesquisa apresentada por Victor Hugo Klagsbrunn, professor titular de economia da UFF, ex-coordenador do Programa de Mestrado em Relações Internacionais da mesma universidade e doutor em Ciências Econômicas pela Freie Universitaet Berlin. Ele iniciou sua fala enunciando que o conceito de capital financeiro foi desenvolvido por Hilferding sem se basear no pensamento de Marx e partindo de sua interpretação do capitalismo alemão, no qual a interação e a integração do capital bancário e do capital industrial é tradicionalmente muito forte, o que não ocorre de modo semelhante em nenhum outro país. Tanto teórica quanto empiricamente o conceito de capital financeiro não apresenta fundamento sólido.. A análise de Lenin, sobre o imperialismo toma por ponto de partida e se apóia na análise generalizante e no conceito desenvolvido por Hilferding. se Victor também levantou questões metodológicas como nossa tendência de, a partir de determinações econômicas, fazer afirmações de caráter político. O professor salientou que ainda na primeira versão de O Capital Marx sustentava que as leis desenvolvidas para o mercado nacional também valiam para o mercado mundial, mas na última versão em francês corrigida pelo autor, ele pôs de fato essa congruência em dúvida.. O pesquisador relativizou também a ideia de que, com a crescente globalização, haveria uma maior integração de todos os mercados nacionais. Por exemplo: exatamente a esfera financeira tem taxas de juros – um de seus principais “preços” – muito diferentes nos mercados nacionais. Também nos mercados de trabalho nacionais o salário não tende a se nivelar, como aliás Marx salienta na versão francesa de O Capital

11:00h

Mesa de Encerramento

by • Leo Panitch • Beverly Silver • Virgínia Fontes • Paulo Visentini • Coordenadora: Ana Garcia

O segundo dia do Colóquio Relações Internacionais e Marxismo chegou ao fim com o tema “As Relações Internacionais sob o enfoque marxista: ressignificando o papel da periferia” em pauta. O objetivo da mesa era debater a aplicação das teorias marxistas e de Relações Internacionais na periferia, foco principal do evento, que seria realizado em Seropédica, longe do centro urbano, mas teve de ser realocado devido à ocupação da UFRRJ contra a PEC 55.
As falas foram iniciadas por Paulo Visentini, professor da UFRGS com pósdoutorado em Relações Internacionais pela London School of Economics. Com um discurso focado nas disputas de conflito e poder pelo mundo, Paulo afirmou que existem, dentro das Relações Internacionais, elementos comuns de cooperação e interligação dentro do cenário nacional. O docente atentou ao fato de não existir nenhum centro que foque seus estudos nas revoluções e como isso se relaciona às Relações Internacionais. Entre as suas citações, estavam a Revolução Francesa e sua implicação de classes sociais nas Relações Internacionais e o centenário da Revolução Soviética, que acontece em 2017 e foi uma das motivações para a realização deste Colóquio. Ele também frisou que, nas Relações Internacionais, as revoluções são sempre vistas como perturbação dentro de um país e isso precisa ser corrigido, já que a revolução tem um viés internacional, servindo como exemplo para os Estados que têm condições semelhantes, pois, apesar de desagregar alguns elementos da ordem nacional, as revoluções renovam a ordem internacional. Paulo, que também é editor da publicação “Austral: Brazilian Journal of Strategy and International Relations”, salientou que o próprio Marxismo precisa retomar o debate das revoluções nas Relações Internacionais.
A mesa seguiu com a palavra de Virgínia Fontes, docente da UFF e doutora em Filosofia Política pela Université Paris X – Nanterre, que saudou os organizadores e falou da satisfação em dividir a mesa com pessoas a quem chama de amigos. Virgínia baseou seu discurso em algumas premissas: o nascimento do imperialismo é resultado de circunstâncias peculiares, como deslocamentos das guerras do mundo central para as zonas periféricas e a construção de arcos de aliança entre países imperialistas; a expansão das relações sociais capitalistas que ocorre no pós-1945 e que não resulta apenas na imposição, nem dos Estados Unidos, nem dos outros países imperialistas sobre os países periféricos, mas também de um movimento interno a esses países; os BRICS são países com processo de proletarização de larga escala; o capital precisa se expandir pois não há capital sem extração de valor. A doutora também alertou para o risco da internacionalização truncada das lutas populares, através do que ela chama de anticomunismo adocicado através de entidades fortemente financiadas pelo empresariado, redução que resultaria em um abafamento das classes sociais. “O que não se pode fazer é não enxergar os lugares da luta”, afirmou. Além de lecionar na Universidade Federal Fluminense, Virgínia é autora das obras “Reflexões Impertinentes” (2005) e “O Brasil e o capital-imperialismo: teoria e história” (2010) e coordenadora do Programa de Pós-graduação em Ed. Profissional em Saúde, na Fiocruz.

A terceira fala marcou a volta do professor da York University, Leo Panitch, que também esteve presente na mesa de abertura. Em complemento à sua primeira apresentação, o professor afirmou que a noção de império tem relação com uma regra política estendida, que o dinamismo do capital americano estava se espalhando pra outros países, que o capitalismo não espera ninguém para se expandir e que temos que pensar por que o capital americano é dominante nos séculos XIX e XX. Ele também reforçou que há um movimento desigual enorme no mundo e que nós estamos, cada vez mais, vivendo em um nível global de um sistema caótico e desigual. Em uma de suas últimas considerações, Panitch frisou que o aprendizado precisa ser feito analisando o que não está dando certo. “Foram dias incríveis e eu aprendi muito”, agradeceu o professor.
A “cleanup hitter” da mesa foi a professora Beverly Silver. A brincadeira foi feita por Leo, em referência a uma partida de beisebol, onde o quarto jogador na ordem de rebatedores recebe o título. Pela segunda vez participando da mesa do Colóquio, a prioridade da nova participação foi sanar dúvidas e complementar pontos de seu primeiro discurso. A docente discutiu os limites sistêmicos do capitalismo, que chegam a ponto de que o consentimento pode ser mobilizado; limites tanto geográficos, quanto em termos de classe. Além disso, ela falou da relação entre as guerras do século XX e o Estado de bem-estar social. Beverly também falou sobre a eleição de Donald Trump, quem associou a um “desastre”. “Foram dois dias impressionantes com debates muito importantes. Eu adoraria voltar”, despediu-se.
O debate foi coordenado pela professora da Rural e coordenadora do Colóquio Ana Garcia. Assim como na mesa de abertura, a professora agradeceu a presença dos ouvintes e professores palestrantes. Ana também festejou o sucesso do encontro, como escolheu nomear, e manifestou seu desejo de que as teses e proposições trazidas pelo evento sejam perpetuadas e debatidas pelos profissionais das RI.
Internacionais

 

14:00h

Grupos de Trabalho de Pós-Graduação

Em seu último dia de realização, o Colóquio Relações Internacionais e Marxismo contou com a exposição de trabalhos de graduandos e pós-graduandos na Universidade Federal do Rio de Janeiro, campus Praia Vermelha. Os Grupos de Trabalho ocorreram simultaneamente sob a coordenação dos membros da organização do evento. Abaixo relacionamos os Grupos de Trabalhos, seus expositores e os coordenadores:

9h - 13h / Praia Vermelha - UFRJ

“Império americano / Aspectos teóricos do imperialismo”

by Marcelo Fernandes e Luiz Felipe Osório

  • Aline Athayde; Camila de Souza Nascimento (UNOPAR; UNAMA). “O imperialismo norte-americano e o Estado islâmico: uma análise marxista”.
  • Rafael Mandagaran Gallo (UFSC). “A Promoção da Democracia dos Estados Unidos da América no Norte da África e Oriente Médio (1990—2011): os casos do Egito e do Iraque”.
  • Rejane Carolina Hoeveler (UFF). “O trilateralismo como alternativa imperialista na crise dos anos 1970: Joseph Nye, Zbigniew Brzezinzki e a Comissão Trilateral”.
  • Gabriela Murua (Unicamp). “O imperialismo como fase superior do capitalismo”.
  • Leonardo de Magalhães Leite (UFF). “Imperialismo: essência e aparência”. 
  • Heloise Vieira; Jefferson Pecori Viana. “Contribuições de Lênin para as Relações Internacionais: o imperialismo como teoria de RI”.
  • Rudá Hindrikson Cardoso de Miranda (Unicamp). “Elementos estruturais do Imperialismo Contemporâneo”.
Sala 3 - Módulo do Campinho

“Geopolítica e recursos naturais”

by Mayra Goulart e Caio Bugiato

  • Bernardo Salgado Rodrigo (UFRJ). “Geopolítico, desenvolvimento e integração: perspectivas e alternativas para a América Latina no século XXI”.
  • Carlos Roberto Staine Prado Filho (Santiago Dantas). “”Acumulação por Espoliação’ na Amazônia: a rodovia interoceânica e ouro de madre de dios”.
  • Érika Laurinda Amusquivar (Unicamp). “O conceito de geopolítica para o pensamento de Antônio Gramsci”.
  • Isabela Alves Lamas (Coimbra). “Megaprojetos de exploração de minérios enquanto perpetuadores de fenômenos de acumulação via espoliação: os casos de Carajás e Moatize”.
  • Ana Cristina Carvalhaes Machado (UFRJ). “Globalização capitalista, imperialismos e instabilidade geopolítica crônica”.
Sala 5 - Módulo do Campinho

“Lutas e resistências / Lutas no espaço urbano”

by Miguel Borba

  • Davi Matias Marra Demuner (UFU). “Resistindo à globalização: as fraturas materiais e subjetivas do neoliberalismo no zapatismo”.
  • João Pedro Silveira Martins (UFRGS). “Cidades Globais e o colonialismo cultural no sistema internacional contemporâneo: um convite para estudos urbanos em Relações Internacionais”.
Sala 7 - Módulo do Campinho

“Instituições financeiras/Austeridade”

by Débora Gaspar

  • Leonardo Puglia (PUC-Rio). “Reformar ou combater o capitalismo? Dilemas da luta antiausteridade na Europa”.
  • Mariana Dionísio Cavalcante da Silva (UFRRJ). “A perspectiva de gênero do Banco Mundial para a América Latina: análise dos Relatórios sobre o Desenvolvimento Mundial”.
  • Gabriel Barbosa de Castilho (UFF). “A renegociação da dívida do Equador no início do século XXI: uma perspectiva do Sistema-Mundo Capitalista”.
Sala 7 - Módulo do Campinho

“Hegemonia”

by Ana Garcia

  • Gustavo Romero (Unicamp). “Repensando a hegemonia norte-americana: ação ou reação?”
  • Marcos Vinícius Isaias Mendes. “Is it the end of American hegemony? A Marxist perspective on Arrighi’s systemic cycles of accumulation and the theory of hegemonic stability”.
  • Felipe Costa Lima (PUC-Minas). “Direito Internacional dos Direitos Humanos: Universalidade ou hegemonia disfarçada?”
  • Ana Rachel Simões Fortes; Júlio César Pereira de Carvalho (UFRRJ). “Bolivarianismo e Luta Hegemônica no Brasil: (Re)Significações do conceito durante o governo do Partido dos Trabalhadores (PT)”.
  • Clara Rabelo Caiafa; Natalia Carrusca Alvim de Oliveira (PUC-Minas). “A Ascensão Internacional da República Popular da China e as Relações Sino-Iranianas”.
Sala 9 - Módulo do Campinho

“América Latina / Teoria Marxista da Dependência”

by Carlos Eduardo Martins

  • Elizabeth Moura Germano Oliveira (UFBA). “A Monopolização Imperialista do Conhecimento Estratégico e a Dependência Contemporânea Brasileira”.
  • Alexande de Souza (UFRRJ). “Hegemonia e imperialismo: diálogos e contrapontos nas análises marxistas sobre a política externa brasileira”.
  • Fabielly Bellagamba Ramos (UFRGS). “Democracia na América Latina: uma abordagem sobre os blocos de Integração Regional”.
  • Juliana Senna (UFBA). “Subimperialismo: uma fronteira teórica”.
Sala 15 - Módulo do Campinho

“Nacionalismo”

by Carlos Serrano

  • Luiz Fernando Mocelin Sperancete (PUC-SP). “Dominação e nacionalismo: Putin entre Weber e Hobsbawn”.
  • Luiz Henrique Dias da Silva (PUC-Minas). “Burisma Holdings Limited: A Teoria Crítica e Mundo Secreto da Classe Capitalista Transnacional”.
  • Felipe Taylor e Maria Clara Oliveira. “A Construção da Guerra no Capitalismo: Uma análise materialista histórica da primeira e da Segunda Guerra Mundial”.
Sala 17 - Módulo do Campinho

Reunião de Planejamento

14h - Centro Internacional Celso Furtado

GALERIA DE FOTOS

PATROCÍNIO

APOIO

NOSSA EQUIPE

COMITÊ CIENTÍFICO

Profa. Dra. Ana Saggioro Garcia (LIERI/UFRRJ)

Prof. Dr. Caio Bugiato (LIERI/UFRRJ)

Prof. Dr. Carlos Eduardo Martins (LEHC/UFRJ)

Prof. Me. Carlos Serrano Ferreira (LEHC/UFRJ)

Profa. Dra. Débora Gaspar (LIERI/UFRRJ)

Prof. Dr. João Márcio Mendes Pereira (LIERI/UFRRJ)

Prof. Dr. Luiz Felipe Osório (LIERI/UFRRJ)

Prof. Dr. Marcelo Pereira Fernandes (LIERI/UFRRJ)

Profa. Dra. Mayra Goulart da Silva (LIERI/UFRRJ)

Prof. Me. Miguel Borba de Sá (IRI/PUC-Rio)

Prof. Dr. Muniz Ferreira (LIERI/UFRRJ)

Prof. Dr. Pedro Henrique Campos (LIERI/UFRRJ)

COMITÊ ORGANIZADOR

Beatriz Lourenço (LEHC/UFRJ)

Heitor Silva (LEHC/UFRJ)

Isabela Kurohiji (LEHC/UFRJ)

Isis Camarinha (LEHC/UFRJ)

João Marcelo Larrubia (UFRRJ)

Natália Monteiro (LIERI/UFRRJ)

Pedro Martinez (LEHC/UFRJ)

Rodrigo Curty (LIERI/UFRRJ)

Wilson Vieira (LEHC/UFRJ)

Yasmin Bitencourt (LIERI/UFRRJ)

ENTRE EM CONTATO

Caso tenha alguma dúvida sobre o evento, entre em contato conosco. Responderemos o mais rápido possível.






COLÓQUIO – RELAÇÕES INTERNACIONAIS E MARXISMO

VEJA TUDO O QUE ROLOU NO EVENTO!

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